07/09/2007...16:44

Transformers

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Transformers vinha, já algum tempo, com o selo do maior blockbuster deste verão. Agora que chegou aos cinemas, a verdade é que se confirma esta tendência e estamos, definitivamente, perante uma das maiores produções do ano. Com tudo isto, apenas falta dizer que já vi. Não é prefeito mas também não é tão mau como o pintam.

Michael Bay não é propriamente o mais famoso dos realizadores: desastrosas realizações, demasiado recheadas de explosões e momentos patrióticos, e por outro lado uma capacidade incrível de retirar algum interesse aos já de si não muito apelativos argumentos. Mas como nem tudo é mau, tem uma “mania” pelos efeitos visuais e consegue suplantar (um bocadito…) os defeitos apontados acima. Neste Transformers, Bay não se reinventa e volta a cair nos mesmos erros, mas mesmo assim consegue realizar um filme que se torna apelativo, ajudado pelo dedinho mágico de Spielberg e pelo novo menino de Hollywood Shia LaBeouf.

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Baseado e inspirado pela série animada, Transformers conta-nos a história de uma espécie robótica perdida no espaço que encontra na Terra o seu tesouro perdido: o Cubo. Mas como em todas as sociedades, há sempre quem deseje obter esse tesouro para fins diferentes: os Autobots, pelo lado bom, e os Decepticons pelo lado mais maléfico. A luta entre ambos estes lados envolve Sam Withicky (Shia LaBeouf), um jovem adolescente que não suspeita da sua importância em tudo aquilo, quando é “escolhido” pelo seu novo carro que afinal é o Autobot Bumblebee. A luta intensifica-se e no final não é só a sobrevivência dos Autobots que está em causa mas também a da espécie humana.

O que dizer em relação à adaptação? Bem… é engraçado e nostálgico voltar a vislumbrar alguns momentos tornados célebres na série animada, principalmente a envolvência de algumas frases dos protagonistas. Por outro lado, o discurso algum esbatido da liberdade e da força de uma nação (aqui disfarçada?) faz com que a vitalidade do filme se perca um pouco.

Os efeitos visuais de Transformers são algo de fantástico. Conseguem, a qualquer altura, provar-nos que estamos perante e realidade e não apenas mera ficção, o que é de louvar dada a enorme quantidade de robots e cenas bastante difíceis de filmar e produzir. Mais uma vez, isto também tem um ponto negativo: Michael Bay esquece-se que destruição a mais também é prejudicial e por vezes cai na repetição de sequências que não abonam muito a favor do resultado pretendido.

Por sua vez os actores, pelo menos alguns deles, conseguem dar alguma vitalidade ao filme e Shia LaBeouf é o expoente maior desse exemplo. O novo prodígio de Hollywood é realmente fantástico. Para além de uma expressão e vitalidade impressionantes, tem um timing prefeito nas cenas mais cómicas do filme. No outro lado da moeda temos um Josh Duhamel algum esbatido e uma Megan Fox que não se consegue desprender para lá do lado mais sexy e sensual. Nas vozes, Peter Cullen como Optimus Prime e o Hugo Weaving como Megatron são os mais notáveis.

No argumento, e para finalizar, o filme não é particularmente feliz pois revela alguma incapacidade de ir mais além do facilitismo de uma realização espectacular (efeitos visuais e afins) e da história base já familiar a muita gente. Sendo assim, tudo se aparenta superficial e bastante “mundano”, refugiando-se na comédia como impulsionador do interesse em grandes partes do filme.

Gostei do resultado final. É um blockbuster puro e duro e vai permanecer por muito tempo no Boxoffice com certeza, mas principalmente por ser “bonito” pois em “sumo” não é muito forte. A ver vamos se põe Spielberg na cadeira de realizador num próximo filme porque isto tem enormes potencialidades à espera de serem exploradas.

Nota:

9 Comentários

  • Tal como disse no meu blog, quando comprei o bilhete para este filme, pensava que ia ver mais um blockbuster normal. Daqueles que se vê bem mas que não passa disso mesmo. Mas o que aconteceu foi ficar fan de transformers e desesperar pelo segundo filme.

    Está fantástico..

  • É interessante, nostálgico e sobretudo cómico. O que nem sempre abona a seu favor… alguma spiadas foram ridículas, para dizer a verdade (aquele “this is better than armageddon” ou qq coisa parecida foi irritante).
    Teve clichés atrás de clichés, e devia ter uma meia hora a menos, mas vê-se.
    Já vi filmes bem piores. Este ficou como distração.

  • Diogo acredito que tenhas sentido isso mas no entanto eu fiquei à espera de ainda mais pois, como disse, penso que as potencialidades são bem maiores do que aquilo que foi conseguido. De qualquer forma, está bom e bem conseguido.

    Tvfiles concordo contigo em quase tudo menos na duração do filme e sim, embora em alguns momentos o humor tenha sido preciso e até recomendável, perde e muito noutras situações!!

    Abraço a ambos!

  • Eu até nem estava a achar o filme mau, mas acho que a cena de luta final foi grande demais, repetitiva demais. Era sempre a mesma coisa: robot bate em robot, robot cae em cima de prédio, pessoas gritam. replay.
    Tirava-lhe tempo nessa cena final, mas de resto é um bom divertimento.
    E agora há que relembrar os originais desenhos animados. :)

  • Gostei bastante do filme. Alem de trazer boas recordações, criou uma visão mais “realista” dos robos.
    Humor q.b. (como aquela sequencia dos enormes Autobots a esconderem-se no jardim dos Withicky…) :-)
    Mas o que mais me impressionou foram os efeitos especiais. Simplesmente perfeitos. Não me recordo de outro filme com efeitos tão bons.
    Vale bem a ida ao cinema.
    Abraço!


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