03/04/2009...23:24

Cube Zero

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Antes sequer de começar a falar deste filme, importa salientar que sou um fã acérrimo do Cube original. Era algo diferente, imaginativo, muito bem enquadrado e com um sentido filosófico muito próprio, capaz de nos fazer andar às voltas com todas as questões ali levantadas. Há filmes que valem pela sua subjectividade e Cube pertence sem dúvida a esse universo. Já Hypercube foi uma completa desilusão. Há dias tive uma troca de ideias sobre o filme, na qual defendi o facto de o falhar por nos tentar dar uma espécie de conclusão sem qualquer tipo de enredo válido que lhe desse significado. Mas isso seriam outras conversas e agora o importante é mesmo Cube Zero.

Indo directo ao assunto, Cube Zero é aquilo que se pode considerar um filme feito para viver dos sucessos do passado. A saga Cube, principalmente o primeiro filme, tem imensos seguidores e há pessoas a tentar tirar partido disso sem ter um bom argumento a sustentar essa decisão. Não quero com isso dizer que este filme seja totalmente nulo nesse sentido. Aguenta-se bem até uma certa parte do filme mas depois descamba porque tenta finalizar, dar-lhe um sentido, um significado, uma explicação. Por muito ténue que isso seja, fica-lhe mal. E é essa a sua maior falha, porque Cube foi grandioso porque nos deixou a divagar. Foi reconhecido porque foi inovador na sua concepção. Este limita-se a navegar mares anteriormente navegados, sem saber onde atracar. E quando o faz… enfim… tira toda a magia à saga.

Importa realçar que Cube Zero, tal como o próprio nome indica, é uma prequela e logo apresenta-nos toda a acção de uma forma mais explicativa e declarativa dos eventos que por lá se passam. E, para quem não sabe onde é o “lá”, tenho a dizer simplesmente que pessoas são metidas num cubo gigante, com imensas divisórias, sem memória daquilo que lhes aconteceu anteriormente. Para quem viu o primeiro filme, há desde logo algumas contradições óbvias no funcionamento da maquinaria. Mas mais uma vez, isso são outras histórias…

Não vou deixar nomes, porque são demasiados, mas há uma coisa que os une a todos: acredito que muito deles nunca mais tenha trabalhado em cinema. Claro que grande parte do problema advém do argumento – básico, simples, sem imaginação, sem criatividade – mas a grande maioria destes actores não convencem ninguém. Muito frios, sem grande emotividade, fazem aquilo para que são pagos como se se tratasse de uma peça de teatro da festa de Natal lá da escola.

A única coisa que vai salvaguardando a mística do filme, são as armadilhas das salas bem como algumas das explicações dadas para o seu funcionamento. Mas não quero dizer que isto salve o filme. Apenas faz com que não adormeçamos a meio. É isso e o facto de ser notoriamente mais gore. Não é que lhe fique mal…

Para quem já viu os dois filmes anteriores, talvez seja interessante ver este apenas para poderem dar mais valor da Cube original. A todos os outros, por favor fiquem longe… muito longe!

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3 Comentários

  • A prequela e a sequela do Cube original estão muitos furos abaixo em termos de qualidade…

  • Fiquei desapontado. A tua crítica leva-me a pensar que nunca haverá um final/explicação decente para aquilo tudo. Não sei se verei o filme até porque mais gore, não obrigado.

    • Foi contigo que tive a discussão sobre Hypercube por isso é natural que tenhas uma visão diferente da minha deste Cube Zero. Não perdes nada em tentar (a não ser parte da tua sanidade mental :p)

      Abraço


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