Brick

Primeiro: Brick não o Donnie Darko de 2006; Por isso, se ouviram ou leram isso em algum lado desenganem-se!
Segundo: Deixando de lado essa expectativa inicial, Brick é um bom filme!

Escrito e Realizado por Rian Johnson, um estreante em Hollywood, Brick é uma mistura de géneros, um reinvenção do estilo juvenil no seu lado mais negro. Com uma boa história, coesa e original, o filme conta-nos a história de Brendan (Joseph Gordon-Levitt – numa espantosa interpretação), um jovem decidido e corajoso que decidi por todos os meios vingar a morte da sua ex-namorada, com a ajuda de The Brain (Matt O’Leary). Pelo caminho, Brendan cruza-se com “vilão” da fita, Tugger (Noah Fleiss), a “Brickgirl” Laura (Nora Zehetner), e “O Padrinho” The Pin (Lukas Hass).

Brick

Se neste momento estão a pensar em “Brickgirl”, “O Padrinho” e “vilão” fazem bem porque é mesmo isso. Brick utiliza majestosamente os clichés do género com adultos e transporta-os para uma dimensão mais juvenil, de forma a representar esterótipos num mundo cruel e selectivo onde apenas os mais hábeis conseguem vingar. Negro e calculista, o filme envereda por uma sociedade viciada, demasiado vincada aos padrões, sem lugar para os diferentes. Brendan acaba por representar todos aqueles que não se identificam com os chamados “populares” da escola. Irreverente, Brendan tenta inserir-se no grupo que tanto odeia, de modo a poder vingar a ex-namorada, mas acaba por se ver demasiado envolvido e a tornar-se mais um numa guerra de iguais na luta pela diferença.

Brick é um filme violento mas ao mesmo tempo limpo. Não são usados palavrões durante (quase!) todo o filme, fazendo resaltar a inocência por detrás de todo o vandalismo.

É inteligente, bem realizado, com alguns pormenores bem apelativos e conta com a magnifica interpretação de Joseph Gordon e da, bastante promissora, Nora.

Contudo, o filme tem um “pecado”: tenta ser aquilo que não é. Durante o filme somos levados a acreditar que o final será algo muito revelador, algo digno de bocas abertas. Mas não. Isso não acontece. Tem um excelente final, simbólico (tal como muitas coisas no filme), marcante e duro. Mas fica aquela sensaçãozinha de que faltou qualquer coisa. Poderia, assim, ter ido para a galeria dos melhores…

De qualquer das formas, é um bom filme, um filme a ver!

Nota:

PS: Tive de pensar muito no filme em si para me abstrair das expectativas falhadas que tive em relação a ele! Por isso, não vão ver Brick a pensar que é o novo Donnie Darko. É Bom, mas não tem nada haver (a não ser o facto de serem adolescentes…).

One thought on “Brick

  1. Pedro Almeida diz:

    Fraco

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