Flags of Our Fathers

Clint Eastwood é daqueles realizadors que se podem dar luxo de fazer duas grandes produções consecutivas sobre o mesmo assunto. Flags Of Our Fathers, As Bandeiras dos Nossos Pais, é o primeiro desta dulpa de filmes sobre a batalha de Iwo Jima, que terá em Letters From Iwo Jima a sua segunda parte.

Realizado por Clint Eastwood e produzido por Steven Spielberg, este filme baseado no livro homónimo de James Bradley e Ron Powers, não poderia desiludir. E o facto é que, a mim, não desilidiu. Ao contrário do que já tinha lido pela blogosfera fora (em contraposição aos jornais), o filme parece-me bastante coeso e transmite as ideias e sentimentos ora de forma directa, objectiva e bruta, ora de uma forma mais sentimental, expressiva e suave.

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A história passa-se em 1944, durante a Segunda Gerra Mundial, no Japão. Os Americanos têm de invadir a ilha de Iwo Jima, que funciona como porta de entrada para o Japão Imperial. Durante o 5º dia de ataques, os japoneses deixam que os americanos avancem mais um pouco do teatro de guerra. Quando sobem o Monte Suribachi, 5 soldados são incumbidos de colocar uma bandeira no seu topo. Mais tarde essa bandeira seria retirada e colocada uma outra. Essa sim, que ficou famosa e deu motivos aos americanos para que continuassem a acreditar na guerra e a financiá-la.

Preenchido com um elenco de luxo (que nem sempre funciona bem), com excelentes interpretações de Ryan Phillipe (Doc), Adam Beach (Ira) e Barry Pepper (Mike). Por outro lado a prestação de Jesse Bradford (Rene) ficou a alguns pontos das restantes, mas o seu significado no filme, ao representar o lado excêntrico e o vedetismo que os “heróis” de guerra tanta anceiam.

Flags of Our Fathers, para além de ter efeitos especiais da melhor qualidade (a invasão de Iwo Jima é qualquer coisa digna de nota) tem uma realização muito bem conseguida. Os flashbacks, os planos arrujados e a ligação entre as personagens está muito bem feita. Não concordo com o que dizem por outros blogs relativamente á ligação das personagens. Parecem-me ligados de uma maneira tão forte quando apenas uma guerra o poderia fazer. Exceptuando Rene que estava na posição do falso, o companheirismo entre os outros dois é bem visivel. E mais! Não vejo no filme uma única ponta por onde se lhe pegue relativamente a este aspecto. Mas são opiniões.

As Bandeiras dos Nossos Pais é um filme sobre os horrores da guerra, o oportunismo político e os podres de uma sociedade altruista e falsa. Uma nação que acredita numa mentira para continuar a guerra; uma nação que usa os seus mortos como simbolo de esperança; uma nação que usa e abusa e depois deita fora. Ira e Doc são o simbolo do descontentamento para com a América e os seus métodos para conseguirem alcançar os seus objectivos, seja de que maneira fora. Pensei que este filme seria um filme sobre a glória americana… mas o que vi é totalmente o contrário. É sobre como os americanos de aproveitaram de um momento feliz para o tornarem em populismo sem respeito pela vida e morte daqueles que tanto lutaram.

Nota:

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