300

Há muito tempo que ansiava a chegada de 300 às salas portuguesas. Não pude ir vê-lo na sua estreia, mas finalmente ontem (apesar de só ter passado uma semana) tive a oportunidade de o ver. O novo filme de Zack Snyder, baseado nas novelas gráficas escritas e desenhadas por Frank Miller e Lynn Varley, vinha com o selo de “novo épico” e não desiludiu.

300 é uma obra-prima da cinematografia: bem realizado, com planos e sequências de acção muito bem aproveitadas, uma excelente utilização dos efeitos especiais e um trabalho de “estúdio” magnífico. Para além disto, as interpretações são de muito boa qualidade, não deixando cair por terra nem o argumento nem a realização, mantendo todos estes de acordo com a obra original.

300-1.jpg

Baseado na Batalha das Termópilas, a obra de Frank Miller aproveita os factos históricos e torna-os em algo mais simbólico mas igualmente cativante. Passado na Grécia do século V, 300 conta-nos a história do povo de Esparta, reinado por Léonidas (Gerard Butler), que está a tentar ser conquistado pelo império persa de Xerxes (Rodrigo Santoro). Mas o povo de Esparta, conhecido pela sua valentia e força, não se quer deixar subjugar. 300 homens são escolhidos para combater milhões de soldados persas. Entre viver de joelhos ou morrer de pé, os Espartanos escolhem lutar, seja para viver ou morrer.

Surpreendente na maneira como foi realizado e na escolha do slow-motion/fast forward como elemento dinamizador e catalisador de emoções não só na fita como também no espectador, 300 é com certeza um novo tipo de épico. Brutal e sangrento na apresentação, dinâmico na exploração, tocante na temática, arrasador nas interpretações e forte na sonoridade. É uma abordagem épica completamente diferente de todos os realizados até hoje. Com cenas de acção enérgicas e electrizantes mas ao mesmo tempo emotivas e apaixonadas, 300 é sem dúvida um blockbuster mas diferente na sua concepção. Zack Snyder fez um óptimo trabalho!

Realmente fidedigno relativamente à obra original (que arranjei recentemente via bittorrent), 300 dá vida própria à novela gráfica, com personagens e situações eximiamente transpostas para a tela. E mais: dá um certo glamour a algumas situações sem que com isso corrompa a ideia original. Simplesmente genial!

A interpretação apaixonada de Gerard Butler é muito bem conseguida. Num papel épico consegue estar à altura do desafio e mantém as características históricas de Leónidas, bem como as características na obra de Miller e Varley. Sem esquecer, como é óbvio, a belíssima Lena Heady, como Rainha Gorgo! Nota ainda para o brasileiro Rodrigo Santoro na pele de Xerxes. Tem sido aproveitado por Hollywood para pequenos papéis mas este 300 e a sua presença em Lost vêm confirmar o seu grande potencial. Espero vê-lo mais vezes por estas bandas…

E é isto: 300 é duro, violento e sangrento… belo, esplendoroso e espectacular! Vale uma ideia ao cinema… sim, porque merece ser aproveitado num ecrã gigante com um som decente.

Nota:

11 thoughts on “300

  1. Nuno Silva diz:

    Tenho de admitir que já vi filmes melhores mas, apesar de tudo, gostei de 300. Fui vê-lo ao cinema com um grande amigo meu e ambos ficamos empolgados, principalmente com as bem organizadas cenas de acção e bravura dos homens de Leónidas contra os soldados de Xerxes.
    A aparição de criaturas sobrenaturais no filme foi, porém, algo com que não concordei, visto ser um facto surreal inserido numa história verídica.

Queres falar agora?

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s