Sunshine – Um nascer do sol bastante agradável

Danny Boyle é daqueles realizadores que tenho em muito alta estima: Trainspotting e 28 Days Later valeram-lhe um lugar no meu alargado pódio pessoal. Este seu Sunshine tem uma marca diferente, mas sempre com o seu toque pessoal e uma grande capacidade criativa e dinâmica do próprio e do seu argumentista de “estimação” Alax Garland.

Embora tivesse ido ao cinema com uma ideia algo errada do filme (eu já tinha percebido o conceito, mas imaginei uma abordagem um pouco diferente), quando de lá saí, o resultado agradou-me bastante. Uma abordagem diferente dos filmes mais recentes de ficção científica, com mais vigor, mas negrume e mais intenso. É esta a promessa cumprida de Sunshine. Podendo parecer repetitivo em relação a outros pontos da blogosfera, este filme leva-nos de volta ao mundo frenético e alucinante de Alien (e que bem que sabe depois de algumas incursões menos conseguidas e superficiais por parte de Hollywood) . Para além de uma história muito bem articulada entre ficção e realidade, Sunshine é também um misto de thriller, suspense e drama, com um alerta bem vincado sobre a Humanidade e os seus comportamentos.

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Passado a 50 anos à nossa frente, Sunshine relata a história de uma equipa de astronautas que viajam em direcção ao Sol. A razão desta viagem é tentar o Sol, cuja morte anunciada poderá levar à extinção de todos os seres da Terra. A tripulação de 8 pessoas viaja já há 16 meses em direcção ao Sol quando são alertados para a possível presença da nave anterior que tinha a mesma missão que este. Decidem então investigar e tentar reaver parte do equipamento da nave. Mas nem tudo corre bem e os problemas começam a surgir. E quando os problemas são a milhões de quilómetros da Terra, a sua resolução não é fácil…

Missão Solar é asfixiante. É incómodo e visivelmente impressionante. Com planos extremamente arrojados e passagens de cena em cena que deixam qualquer um com um ritmo cardíaco mais acelerado, o filme consegue não se tornar desinteressante, embora por vezes peque pelo ritmo inconstante a que nos tenta habituar. O “pára-arranca” deixa cair por terra algumas emoções mais fortes e não as consegue devolver na mesma intensidade em que as deixou. Mesmo assim, não deixa de ser cativante.

Não percebo algumas opiniões que tenho lido por aí sobre a falta de senso na ideia do filme! É ficção científica!! Pronto, este foi o meu momento mais rebelde da noite… continuando… a história criada por Garland é bastante concisa e demonstra algum arrojo na sua concepção, que mesmo sem ser genial, é sublimemente adaptada por Boyle. Como já tinha acontecido em 28 Days Later, a escolha de Cillian Murphy, como Capa, como personagem central, foi acertadíssima e agradeço a Boyle por ter lançado este menino tão talentoso.

Resumidamente, Missão Solar não consegue alcançar o ponto de ebulição. Fica-se pelo quentinho, mas um quentinho bastante (bastante!) agradável que não dispensa uma ida ao cinema mais próximo. (Tentem ir a um cinema de melhores condições do que aquele a que eu fui, porque a experiência de Sunshine ainda vos soará melhor! Fraco som, fraca imagem e extremamente desconfortável… primeira, e espero última, experiência na sala 2 dos Cinemax de Braga…).

Nota: 

6 thoughts on “Sunshine – Um nascer do sol bastante agradável

  1. lucienne diz:

    capa e cassie eram namorados no filme , eles são lindos mereciam uma cena de amor pra dar um ar mais leve a esse filme
    adoro a rose byrne e achei ela encantadora nesse filme

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