Blades of Glory

Blades of Glory é daqueles filmes que, à primeira vista, parece banal e de um certo modo forçado, mas que depois de ser ver, revela um potencial bastante grande e subtileza de escrita / representação / realização. Protagonizado pelo icónico Will Ferrell, que cada vez mais se assume como um astro da comédia e da boa representação, e por Jon Heder, para mim um desconhecido que sobe aqui de patamar e revela vastas capacidades.

A Glória dos Campeões, título em português, é uma comédia do início ao fim; satirizando os filmes desportivos com grande destreza e ridicularizando situações e cenas vistas em todos os filmes do género, deu-me um enorme gosto ter gasto os 4€ do bilhete, pois proporcionou-me vários momentos de risos e sorrisos, não só pela representação (que nos oferece alguns dos melhores momentos de comédia física dos últimos tempos), mas também pela escrita superior (recheada de trocadilhos muito saborosos).

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Chazz Michael Michaels (Will Ferrell) é um patinador artística que prima pela irreverência e falta de glamour. Viciado em sexo, sempre a jogar fora das regras, Chazz é um dos melhores atletas da modalidade; Jimmy MacElroy (Jon Heder) é o seu rival de longa data. Gracioso, inspirado e dedicado, Jimmy foi adoptado muito jovem e transformado numa máquina de patinagem… embora seja um dos melhores, falta-lhe a garra para improvisar.
Quando em 2002 ambos são desqualificados e erradicados da liga de patinagem por se envolverem em confrontos, tornam-se depressivos. Mas o destino oferece-lhes outra oportunidade… Participarem na liga como um par (muito peculiar).

O que muitas vezes pode parecer forçado no desenrolar da acção, torna-se mais suave e aceitável pela enorme capacidade representativa de ambos e pela qualidade dos diálogos, nunca chegando a ser verdadeiramente brejeiro. Blades of Glory consegue conjugar o humor com a acção de um modo bastante agradável, transformando-se imediatamente num épico desportivo memorável. O que está lá a mais é o algum exagero em algumas cenas (notoriamente para cativar mais público às salas); no entanto, não lhe fica mal porque todos nós aceitamos isso quando o resultado é um filme como este.

Para além das excelentes prestações de Ferrell e Heden, ainda podemos contar com actores bem nossos conhecidos, como William Fichtner (de Prison Break), Andy Richter (de Ander Barker PI) e Jenna Fischer (do meu adorado The Office), que abrilhantam o cenário de modo como convincente. A produção esteve a cargo de Ben Stiller.

A Glória dos Campeões é uma espécie de Shaun of the Dead do desporto; é bom saber que a sátira aos clichés não se fica pelo estilo Scary Movie/Epic Movie e que há pessoas capazes de criar histórias independentes deste calibre.

Eu sei que o Spider Man 3 está aí (eu próprio já o fui ver e devo deixar aqui a minha opinião ainda esta semana) mas aproveitem o tempo livre e trocos extra para darem um salto ao cinema mais próximo e se renderem aos encantos de Blades of Glory. Um perseguição (adrenalina!!) em patins de gelo (fora do gelo), patinagem artística ao sim de Queen e Aerosmith, coreografias de perder a cabeça… vá lá! Vejam mesmo isto!

Deixo aqui o trailer para quem ainda não está convencido, mas asseguro-vos que o filme é muito mas mesmo muito superior ao que pode ser visto no trailer.

Nota:

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