Pirates of the Caribbean: At World’s End

Chegou e arrasou! O terceiro filme da saga Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo, já estreou por cá e tem, como seria de esperar, milhares de fãs sedentos de ver aquele que, supostamente, será o último filme da saga protagonizada por Johnny Depp. Depois de dois bons filmes e de um enorme culto gerado à volta da tripulação do Pérola Negra e companhia, este terceiro convence mas, mesmo assim, deixa algumas pontas soltas.

Pirates of the Caribbean: At Worlds End é uma mistura alucinante de personagens, batalhas e humor, que nem funciona da maneira que gostaríamos, pois o síndrome “se os outros funcionaram, este também vai funcionar” nota-se de uma forma bastante óbvia e vincada. Como já tem sido hábito nas últimas sequelas que temos visto (caso de Spider Man), o último capítulo fica marcado pela enorme quantidade de personagens adicionais, criando assim mais histórias paralelas e desviando-nos da acção principal; as batalhas são muitas (e longas) demonstrando capacidade de realização em deteriorimento do argumento; o humor, embora com algumas boas passagens, cai na repetição.

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Nos Confins do Mundo está Jack Sparrow (Johnny Depp). Refém do cofre de Davy Jones (Bill Nighy), Jack está a ser procurado por Elizabeth (Keira Knightley) e Will Turner(Orlando Bloom), que em associação com o ressuscitado capitão Barbossa (Geoffrey Rush), tentam convencer piratas de todo o mundo para se unirem e salvarem Jack. Sao Feng (Chow Yun-Fat) é um deles. Matreiro e desleal, Feng será amigo e inimigo da equipa, enquanto batalham contra Davy Jones e a Companhia East India Trading. Enquanto isto, Will terá de escolher entre o seu pai e Elizabeth, Jack terá de enfrentar o mais mortífero dos inimigos e Elizabeth terá os piratas de todo o mundo a seus pés. Ahhh e conhecemos o pai de Jack Sparrow (Keith Richards, dos Rolling Stones, que nos dá um pouco do ar da sua graça).

Mas a história não é só isto; ou melhor… é isto, só que com muitas ramificações. Mais personagens ganham tempo de antena (como é o caso de alguns dos tripulantes do Pérola Negra e Tia Dalma (Naomie Harris)), Jack Sparrow perde algum destaque, parecendo até que apenas funciona como um chamariz para mais e mais lucro; percebe-se, no entanto, a razão disto visto o desfecho da história requerer mais de outras personagens.

Como já referi acima, o humor (principalmente da parte de Jack Sparrow) não surpreende por aí além porque, embora tenha alguns momentos de riso compulsivo, perde pela repetição e pelo desfecho óbvio de algumas situações. Johnny Depp está em grande na representação, sendo o principal “objecto” do filme e carregando o fardo de nos ajudar a suportar as quase 3 horas de filme com as suas majestosas intervenções. O tom deste At World’s End é assumidamente mais negro e Depp assegura, a par de Bill Nighy e Keira, que assim seja. Para além da excelente cena de abertura (que nos deixa antever o que depois o filme não é…), Keira assume-se aqui mais fria e objectiva, enquanto Nighy dá-nos uma perspectiva diferente e mais emotiva do que faz de Davy Jones uma personagem tão maléfica.

Na realização e produção, Gore Verbinsky e Jerry Bruckheimer, são irrepreensíveis, criando atmosferas realmente criativas e deslumbrantes, embora algumas percam uma pouco a mística pela excessiva exploração. O argumento de Ted Elliot e Terry Rossio é construtivo mas peca por sê-lo de mais e pela tentativa forçada de incorporar demasiados factores.

No entanto, e depois de terem lido estas críticas negativas todas, Piratas das Caraíbas 3 é, no geral, bom. Fica atrás dos seus antecessores mas termina a trilogia de uma boa maneira. Aliás, tem um desfecho algo imaginativo e surpreendente, não se rendendo ao cliché.

Haveria muito para dizer sobre Piratas das Caraíbas 3, no entanto fico-me por aqui e deixo-vos aproveitar este último(?) capítulo no cinema. Vão ao cinema, comprem pipocas e deixem-se absorver. Quem gostou dos anteriores, vai gostar deste com certeza, embora com algumas reservas.

Nota:

3 thoughts on “Pirates of the Caribbean: At World’s End

  1. Gui diz:

    “Chegou e arrasou!” Eu guardo isso po início do meu comentário, já que descreve perfeitamente a minha opinião ^^

    Também fui ver o filme e devo dizer que gostei bastante do que vi. Não diria que fica aquém dos dois filmes anteriores, até porque possui uma mecânica completamente diferente dos dois outros, mas que levou o divertimento a um nível ligeiramente inferior, levou. Mesmo com as fantásticas cenas de acção e batalha naval.

    Se os dois primeiros filmes gozam de um tom ligeiro que os torna filmes agradáveis e “fáceis” de ver e apreciar, este último, como referiu o Simão, é pintado num cenário muito mais escuro… e grave. Estamos no fim de uma era, a era dos piratas. Um poderoso inimigo (e ironicamente um inimigo muito mais cruel e realista que os anteriores) ergueu-se contra aqueles que navegam livremente pelos mares. Esse “drama” ultrapassa em profundidade qualquer dos conflitos que serviam de fio condutor aos dois primeiros capítulos. Pois, em ambos, a narrativa construía-se à volta do Jack, seja na sua reconquista do Black Pearl, seja na sua luta contra o Davy Jones. Ora neste último filme, Jack deixa o lugar de protagonista para outra entidade, muito maior mas também muito menos personificada, “os piratas”. Mudança, essa, que vai fazer com que o filme adquire um tom “épico” que não proclamava nos anteriores, mas também com que perca alguma simpatia e, sobretudo, a capacidade de fazer com que o espectador viaje pelas terras e pelos mares sem nunca perder o sorriso dos lábios. A ausência de “conflito maior” (como presencia o terceiro filme) permitia até agora uma maior concentração na personagem do Jack e a criação de situações completamente surreais, com o único fim de ver a destreza e piada com que o pirata viciado por rum, fino e gracioso, delas escapava.

    Neste não temos esta oportunidade. Com a elevação da luta do Jack para a luta dos piratas, era óbvio que deveriam entrar novas personagens, afim de melhor caracterizar a população pirata como uma população das mais eclécticas. Desse modo, sublinha o Simão e com razão que todos os protagonistas sofreram de uma redução de “tempo de antena” afim de melhor desenvolver a psicologia dos mais recentemente chegados ou daqueles que ainda pouco tinham dado até agora (como é o caso de alguns membros da tripulação do Black Pearl ou de Tia Dalma). Ainda assim o filme dura quase três horas. E ao contrário dos filmes anteriores… nota-se!

    Existem, disseminados pelo filme, momentos demasiado longos. Muito bem que instalam com calma todos os elementos que levarão ao espectacular final do filme, mas ainda assim, o filme podia ter resultado com a mesma excelência se tivesse tido alguns cortes. Até porque a narrativa não ajuda. Acho que quem escreveu o guião pensou “De piratas se trata, piratas terão!” e só se lembrou de uma característica dos piratas que é a de serem… pouco fiáveis, no sentido de não conhecerem muito bem o valor da lealdade (se bem que…). Assim, o filme quase se perde em traições que disparam por todos os lados, mal começa o filme, e até acabar. A certa altura tive que parar e reflectir para relembrar quais eram os interesses de cada um na história! Tirando isso… acho que posso afirmar que o filme termina a trilogia (ou pelo menos, a primeira) da maneira mais adequada.

    O fim, que não constitui um fim em si, fecha todas as intrigas começadas ainda no primeiro filme, tendo o cuidado de deixar umas portas abertas para uma mais que plausível continuação. Devo dizer que enquanto se entoar o “Yo-ho, yo-ho, a pirate’s life for me”, enquanto Keira, Orlando, Johnny e se possível Geoffrey estiverem lá, e enquanto tiver a esperança de me divertir tanto como nesses três primeiros filmes… tb eu estarei.

    Nota: 8,83!

  2. Cristina diz:

    Piratas das caraíbas é um excelente filme embora eu pessoalmente considere que de filme para filme a qualidae dete diminui gradualmente. . .

  3. Joana diz:

    Je kiff trop Pirates des Caraibes bisus pour tout les acteurs
    Je suis fane n1

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