All the King’s Men

All the King’s Men é um dos filmes com melhor elenco do ano passado; e foi isto que me levou a vê-lo, mais do que o argumento ou a realização, ansiava ver o que tantos bons actores conseguiam fazer juntos.

Felizmente as minhas expectativas não eram muitas altas, por isso a desilusão não foi muito grande. Embora com grandes interpretações, o filme perde-se num emaranhado de eventos que perdem o impacto pela sua duração e deixa de nos cativar a cada mudança de cena. Num pensamento final, chegamos à conclusão de que o filme não só é apenas razoável, mas é-o por desleixo e por um argumento com bons potencialidade que foi muito mal articulado e aplicado.

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Willie Stark (Sean Penn) é um político desconhecido no seio do Louisiana dos anos 50. Depois de ter avisado os governantes da cidade da fraca construção de uma escola e após o seu aluimento, Stark é aliciado para se candidatar a Governador, pois toda a gente se iria lembrar de como ele tentou proteger as crianças. Stark era pobre e tinha o sonho de diminuir a pobreza e dificuldades de todos, e ao tornar-se Governador, tem essa possibilidade. Ao seu lado está Jack Burden (Jude Law), um jornalista que se identifica com os seus ideais. À medida que o tempo vai avançado, Stark vê-se absorvido e corrompido pelo poder político enquanto tenta manter-se fiel às suas promessas.

A premissa que até poderia ser interessante, perde-se por querer tornar-se num thriller político, em vez de se manter na linha do drama. As demasiadas personagens que o filme tenta abarcar acabam por impedir o fluir da história e não deixam concentrar-nos no que realmente interessa no desenrolar do filme. Claro que nem tudo são pontos fracos: a caricaturização do poder político e dos seus vícios é bastante bem conseguida.

O ponto forte deste All The King’s Men, que em português é conhecido por O Caminho do Poder, é mesmo o fantástico elenco que por vezes nos faz esquecer a desilusão narrativa. Sean Penn volta a encantar e Jude law dá mais uma prova do seu valor. Temos ainda a oportunidade de ver o maravilhoso Anthony Hopkins e a bela e eloquente Kate Winslet. Ahhh!! E o excelso James Gandolfini, que num papel menor, dá mais um ar da sua graça.

Aconselho a quem quiser ver boas interpretações mas penso que quem quiser um bom filme, não irá ficar muito satisfeito. De qualquer forma, não há melhor maneira de saberem o que All The King’s Men é vendo-o.

Nota:

2 thoughts on “All the King’s Men

  1. Hugo Gomes diz:

    Eu comprei o DVD, porque realmente continha um bom elenco, e ter sido um remake de um classico galardoado com um Oscar. Realmente All Kings Men é uma grande desilusão, porque é demasido desequilibrado narrativamente, tal como tu disseste, e não sei se tu achaste, mas achei ser um filme demasiado confuso até certa altura e a introndução dos enredos secundarios faz-se paerder ainda mais da narrativa. Contudo Seann Penn tem um dos seus melhores papeis.

  2. celso perira brandao diz:

    adorei o filme, no concepção de que as pessoas são manipuladas, para quem viu o filme, o medica mata o governador, por ser manipulado pelo vice-governador e sua chefe de governo, e o seu amigo e reporte só descobre no final, apesar que o governador “Sean Penn” só foi pego pelos seus “inimigos” das empresas petrolíferas, por adorar uma safadeza com as mulheres. É meus caros amigos adoradores do jogo políticos, ganha o mais esperto, sem sujar as mãos só os ouvidos.

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