Spider-Man 3

I like being bad. It makes me happy.

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Após dois episódios, considerados por inúmeros fãs de comics books como as melhores adaptações cinematográficas de super heróis, eis que o homem-aranha volta para uma terceira aventura. Na continuidade do segundo filme, cujo enredo, as cenas de acção e os efeitos visuais fizeram da segunda aparição do Peter Parker uma agradável maneira de passar duas horas de suposto estudo, o terceiro encontrava-se agora com a obrigação de, para além de não desiludir os fãs, elevar ainda mais o nível, ultrapassar os limites do seu antecessor.

Assim, Sam Raimi não pensou em menos de três inimigos para ocupar o tempo do seu herói. O problema seria inserir estes três inimigos de modo natural e coeso com a dinâmica do filme. Por incrível que pareça, é um dos pontos a favor do filme. Se Venom, que se esperaria ser “O” vilão do filme acaba por perder este estatuto ao detrimento do Sandman (que para além de passar mais tempo a passear na tela, também usufrui de um melhor tratamento psicológico), todos os elementos vão-se encaixando na perfeição até o fantástico final.

Sendo assim, a trama deste último Spiderman é muito simples. Retomando a história onde foi deixada, Spiderman é o herói da cidade. Já assumiu a sua dupla-identidade com Mary-Jane, pelo que pensa agora estar capaz de lidar na perfeição com todos os aspectos da sua vida. Mas, adorado pelos fãs (inclusive Gwen Stacy, cuja aparição irá levar à criação de um triângulo amoroso entre Peter, Gwen e Mary-Jane), Peter torna-se cada vez mais confiante, demasiado, chegando a tornar-se arrogante e a neglienciar Mary-Jane. Arrogância, essa, que o fará perder noção da realidade, e do quão precisa dos outros. Com o aparecimento do Sandman, que parece estar ligado à morte do seu tio Ben, Peter irá lidar não só com o inimigo, mas sim com o sentimento de vingança. Sentimento, esse, que, para além de ser o mecanismo para o aparecimento de Venom, também é claramente uma das temáticas do filme.

A vingança, o perdão, o nosso lado obscuro, são temas que suportam o filme, onde assistimos à descida aos infernos de Peter. E motivos não faltavam. Peter descobre que o criminoso que matou anos atrás, pensando ser o assassino do tio Ben, era “inocente” e que o verdadeiro surgiu agora personificado na pessoa do Sandman, Mary-Jane afasta-se dele até ser “obrigada” a fazê-lo radicalmente, o melhor amigo, Harry Obsorn, ainda anda atrás dele na figura do New Goblin para matá-lo, no trabalho dele, é “substituido” pelo Eddie Brock e finalmente, entra em contacto com uma entidade estranha que lhe confere um novo fato, preto, e uma força decuplada, aumentando assim a sua arrogante ilusão de invincibilidade. O caminho para a luz previa-se difícil.

Mas o que esteve na origem da forte popularidade do homem-aranha sempre foi o facto da personagem ser bastante humana: estudante sem dinheiro, introvertido, com os seus problemas quotidianos, os seus desgostos amorosos, mas também dotado de um lado sonhador e do seu famoso humor sarcástico. É assim sem grande espanto que neste terceiro filme, a personalidade do herói passa antes de tudo, acabando a evolução começada no primeiro episódio. Da tomada de consciência do corpo, no primeiro capítulo, à rutura identitária no segundo, este último aborda a fase da descoberta das suas próprias trevas, dos sentimentos humanos nas suas formas mais extremas, como a raiva ou a sede de vingança. Claro que o tema da personalidade “obscura” (à Dr. Jekyll e Mr. Hyde) não traz nada de novo, mas nunca o tínhamos visto no Spiderman e era necessário para um maior valor do perdão final. O perdão que fecha aí a primeira (?) trilogia do homem-aranha. Harry, Peter, Mary-Jane, o trio inicial… todos perdoam. Por falar nestes três, convém referir que, por mais que não seja, de todo, fã do Tobey, todos os actores serviram lindamente o filme.

Pois sim, o filme poderá ter defeitos para certas pessoas. Por exemplo, aquele plano do homem-aranha a passar à frente da bandeira americana pode ter provocado um ligeiro desagrado a nível do estômago para qualquer pessoa que esteja minimanente farta de todo esse patriotismo americano. Mas no global o filme está à imagem da personagem. Amor e humor sempre foram os principais mecanismos das aventuras do herói no papel e este filme relembra-o bem. Algumas pessoas poderão achar que este filme tem romantismo a mais, mas é próprio do universo. Bem, se tudo fosse fiél ao suporte de origem, Mary-Jane teria morrido, ok. Mas quê? No filme perde o papel principal do musical no qual cantara até as primeiras críticas da imprensa… também é grave! Além disso, o filme tem alguns pormenores que, de certeza fizeram sorris os fãs, como a presença de Stan Lee (aquele velho que fala com o Peter à frente de um cinema, se bem me lembro) ou do Dr. Connors (The Lizard). E será preciso referir os fantásticos efeitos especiais? A luta final, uma verdadeira luta de titãs, é simplesmente um prazer para os olhos.

Nota:

7 thoughts on “Spider-Man 3

  1. miguel diz:

    como se faz o fato do spider man 3 verdadeiro

  2. kaarol Abreu diz:

    liiindoo demaaiiis =D

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