Shooter

O meu desejo de ver Shooter não era claramente dos maiores, mas dada a oportunidade de o ver no formato DVD, não fugi. Embora o estilo esteja gasto e que por mais apetrechos que lhe tentem adaptar, fica “igual”, Shooter garante entretenimento e acção (em doses industriais), mas não consegue fugir de forma esclarecida ao estereótipo.

Fustigado pelo estigma do herói solitário e por uma data de “erros” de realização (já lá vamos), o filme perde ainda mais pelos “punch lines” mais do que rodados e por uma série de situações “tipo” que não nos conseguem desprender desse típico sentimento “eu já vi isto em qualquer lado…“. Por outro lado, O Atirador é bem conseguido, principalmente ao nível do argumento, na sua generalidade, e pela meticulosa exploração do tema.

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Falando agora da história… Swagger (Mark Wahlberg) é um ex-atirador furtivo que vive isolado do mundo, devido à sua incapacidade de lidar com o falhanço da sua última missão. A certa altura, é contratado por Isaac Johnson (Danny Glover) para evitar um ataque ao presidente dos Estados Unidos. Movido pelo seu sentido patriota, Swagger aceita e começa a estudar o caso. Aquando do ataque, Swagger vê-se no meio de uma enorme conspiração que se serviu dele para fazer o atentado. Começa aí a luta pela sobrevivência e ao mesmo tempo pela vingança e justiça.

Shooter não trás nada de novo, isso é garantido. Mas, e há sempre um “mas”, serve o seu propósito de filme de entretenimento e consegue até proporcionar alguns momentos de adrenalina tal é a velocidade com que tudo acontece.

Na interpretação, e como não poderia deixar de ser, o destaque vai completamente para Wahlberg. Encara bem a personagem e até lhe dá algum dinamismo, o possível pelo menos, e prova ter sido a escolha certa. Glover por seu lado, fica algo manchado pela negativa: as “frases feitas” de que o seu discurso é feito, chegam a enjoar pela falta de originalidade e algumas pela falta de sentido!

Na realização, e já me alongando de mais, Antoine Fuqua (responsável pelo fantástico Training Day e por Tears of the Sun), fica um aquém das expectativas. Usa e abusa dos planos heróicos em câmara lenta, as extravagâncias de realização nem sempre são bem conseguidas e cai no banalismo.

Com tudo isto não quero dizer que Shooter é um mau filme; apenas quero dizer que é um filme com muitos outros… Vale a pena vê-lo de espírito aberto e com pipocas na mão, mas talvez não seja o mais indicado para aqueles que buscam algo de novo.

Nota:

One thought on “Shooter

  1. odai abd-alhady diz:

    hi my name is odai im jordanian i love mark wahberg movie ans i wish if i can see him one time

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