Chaos

Um interessante enredo, interpretações duvidosas e sequências de acção pouco emocionantes. Resumindo, Chaos é isto. Um projecto escrito e realizado por Tony Giglio que supera as minhas expectativas, até porque tinha uma ideia totalmente diferente, mas que ainda assim não consegue atingir o patamar desejável.

A princípio tinha a ideia de que seria uma filme que iria directo para DVD, não só aqui em Portugal mas também nos States porque me parecia um daqueles filmes cheios de pancadaria com um herói solitário; afinal, revela-se até um thriller interessante, pelo menos na premissa… mas já lá vamos!

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Tudo começa quando um grupo de assaltantes, liderados por Lorenz (Wesley Snipes), se barrica dentro de um banco com dezenas de reféns. Como condição de negociação pedem que seja o Detective Conners (Jason Statham) a liderar o processo. Este encontra-se afastado da polícia por uma negociação sua ter resultado na morte de uma pessoa. Conners, polícia severo e determinado, aceita e começa então a caça ao homem pois s assaltantes conseguem fugir, deixando atrás de si um rasto de pistas que levarão Conners e o seu novo parceiro Shane Dekker (Ryan Phillippe) numa pesquisa interessante e meticulosa na tentativa de descobrir o paradeiro dos ladrões.

Antes de mais vale a pena referir Chaos tenta ser inteligente e peca, principalmente, por achar que é mais do que nós. Encadeia uma série de acontecimentos, pressupondo que nós, espectadores, não estamos a conseguir desvendar o mistério ao mesmo ritmo que ele está a ser desvendado. Em português, isto quer dizer que o desfecho é bastante previsível, apenas não queremos acreditar nele porque isso quer dizer que estivemos a perder tempo… Não obstante, pode haver pessoas que o achem interessante e revelador (e com isto não estou a diminuir ninguém!, apenas a referir que as pessoas vêm e percepcionam os filmes de maneiras diferentes.)

Os actores não ficam abaixo das expectativas porque realmente não tinha praticamente nenhumas. Tanto Snipes como Statham padecem de estarem demasiado habituados a filmes de acção “conteúdo-less” e provam não terem sido as melhores escolhas: demasiado exagerados nas suas expressões, principalmente Snipes, e com a falta de ar misterioso que sempre se pede num thriller deste género. A salvação é mesmo Ryan Phillippe! OK, eu posso estar a ser tendencioso, mas este rapaz faz quase tudo bem feito!

E pronto, não me alongo mais. Embora com todos estes defeitos, Chaos é razoavelmente interessante e garante algum entretenimento.

Nota:

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