Oscars a preto e branco

Eu sei que já se passaram uns valentes dias desde a cerimónia dos Oscars e que tinha “prometido” deixar o meu comentário sobre ela na noite seguinte mas parece que nos últimos tempos tudo se juntou contra mim: O FestivaisPT tem dado ENORMES problemas e dores de cabeça incessantes; o recomeço na universidade tem sido atribulado; e uma série de outros entraves me têm surgido nos últimos tempos. Daí ter deixado de colocar tantas mensagens quantas gostaria e de escrever tantos textos sobre filmes quando desejaria; já vi montes de filmes MUITO BONS (antes de tudo isto começar) e simplesmente depois disso ainda não tive oportunidade de escrever sobre eles.

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Passada a fase do “coitadinho” vou começar esta “rentreé” falando sobre a cerimónia dos Oscars e os prémios que lá foram justa ou injustamente atribuídos.

Começando pela cerimónia em si só me apetece dizer o seguinte: “Está um indivíduo até às 5h da manhã para isto?!”. Sinceramente, e pessoalmente, esta foi uma das piores cerimónias nos últimos anos, se não vejamos: Jon Stewart, apesar de mandar umas piadolas jeitosas, resignou-se (ou foi-lhe imposto assim) ao teleponto, não promovendo momentos dignos de realce como fizera a sua antecessora Ellen DeGeneres. Em vez disso a Academia resolveu preencher os tempos mortos com imagens dos filmes nomeados. Bem isto até poderia ter funcionado se não nos tivessem enchido de repetições das mesmas cenas durante toda a cerimónia e desses momentos durarem mais do que o “sumo” propriamente dito. Foi uma noite nostálgica a preto e branco, sem sal e sem tempero. Fiquei meio chateado porque de manhã tive de me levantar às 7h30 e fi-lo com a sensação de que a noitada não tinha sido compensadora.

Falando agora dos prémios, poucos foram aqueles que realmente surpreenderam mas muitos aqueles que, a par dos vencedores, deveriam ter tido também uma estatueta.

Começando pelos óbvios, Daniel Day-Lewis lá levou o único prémio da temporada que lhe faltava, sem qualquer tipo de surpresa. Só desejo que este homem se deixe de ser esquisito e comece a fazer mais filmes porque fazem falta prestações como a dele. Para actor secundário, o espanhol Javier Bardem lá levou a estatueta e foi de facto merecida; à altura da tabela de previsões ainda não tinha visto No Country For Old Man (e que também mereceu e muito o prémio de melhor filme), mas agora percebo que todos os outros participantes dessa tabela o tenham escolhido… ele é de facto fantástico. No entanto não esqueço que Casey Affleck deveria ter sido vencedor de um eventual segundo lugar… Nas actrizes, Marion Cotillard foi a vencedora, tal como tinha previsto e ainda bem. A sua performance foi fantástica! Já a conhecia de outros filmes franceses e nota-se um potencial enorme; espero que Hollywood comece a pegar nela com frequência a partir de agora. A maior surpresa foi de facto a categoria de actriz secundária em que Tilda Swinton levou para casa a estatueta; não estava nada à espera embora a sua prestação tenha sido boa em Michael Clayton (que também já vi).

Os irmãos Coen lá levaram os mais apetecíveis da noite: melhor realizador, melhor filme e melhor argumento adaptado, fazendo jus a todo o burburinho que se fazia em volta do seu mais recente filme. Merecidíssimo!

Nos “técnicos” o grande vencedor foi The Bourne Ultimatum; venceu três categorias: montagem, sonoplastia e edição de som… também merecido. Atonement levou a melhor banda sonora, também muito justo. O que realmente me chateou foi a categoria de “cinematografia”! The Assassination of Jesse James… e No Country for Old Man mereciam muito mais do que There Will Be Blood mas eles é que sabem…

Fiquei contente por ver Once a vencer melhor música original. Para além de merecer o prémio, é um filme feito com gosto por duas pessoas muito simpáticas. E o discurso de Marketa Irglova foi de facto memorável, depois a terem deixado voltar ao palco(!) para deixar os seus agradecimentos. Podem ver a mensagem aqui.

Outra surpresa foi a vitória de The Golden Compass em melhores efeitos especiais… acho que se esqueceram que Transformers estava nomeado.

Juno, a escolha do público americano, venceu o prémio de melhor argumento original. Ainda não vi o filme mas se o meu desejo já era grande, ficou ainda maior.

E foi isto nos Oscars deste ano. O “mais” importante da noite foi mesmo a falta de emoção e dinâmica na cerimónia… esperemos que no próximo ano as coisas sejam diferentes. AHH! E não se esqueçam de colocar filmes como Into the Wild com mais nomeações…

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