Little Miss Sunshine – Mas que família…

Finalmente tive a oportunidade de ver Little Miss Sunshine, em português Uma Família á Beira de um Ataque de Nervos (?) e nunca pensei que um filme tão simples me pudesse deixar tão maravilhado. Desde a realização de Jonathan Dayton e Valerie Faris (já famosos no mundo dos DVDs musicais) que me deixou pasmado pela objectividade, pelo realce de cada caracteristica das personagens criadas no excelente argumento de Michael Arndt.

Little Miss Sunshine

O conceito de uma familia disfuncional e stressada a atravessar o país de uma ponta à outra para que Olive (a filha mais nova) pudesse ir a um concurso de beleza infantil, certamente que não cativa ninguém. Mas quando a isto se junta a explendorosa realização, um argumento sublime e original argumento, o talento de Steve Carrel, a brilhante interpretação de Toni Collette (Sheryl) e uma banda sonora que encaixa como uma luva, temos um grande filme que saiu do tão pouco.

Frank (Steve Carrel, mais uma vez a deslumbrar) tentou suicidar-se cortando os seus pulsos, mas sem sucesso. Então é levado para a casa da irmã, Sheryl, para passar uns tempos com a sua familia. A familia Hoover não é propriamente uma família perfeita. Um filho que não quer falar, um pai com a mania que é psicólogo, um avô viciado em sexo e heroína… enfim… e Olive (interpretada pela jovem e talentosa Abigail Breslin), uma encantadora menina que sonha ser Miss num concurso de beleza. Quando chega a noticia de que têm de ir ao festival Little Miss Sunshine para que Olive possa participar, embarcam todos numa viagem louca e cheia de periécias onde nos é mostrada e detalhada a personalidade de cada um dos personagens. Uma viagem potencialmente sem emoção, transforma-se numa aventura divertida mas ao mesmo tempo com muitos sonhos a acabarem antes de começarem e muitos corações partidos.

O final leva-nos a outra dimensão. Rir com fartura, compulsivamente aliás, e o pouco habitual final triste, que no final de conta é muito feliz e (e)terno.

Com diálogos estramamente trabalhados mas ao mesmo tempo tão simples e objectivos, Little Miss Sunshine leva-nos muito próximo de uma familia estereotipada, caracterizando cada dos seus elementos, com um humor que tem tanto de sublime quanto de marcante.

Por tudo isto, Little Miss Sunshine é concerteza um dos melhores filmes de 2006. Sem efeitos especiais, sem reviravoltas espetaculares… sem nada daquelas coisas que fazem um blockbuster. Mas é lindo, inspirador, genial. Excelente para rir, descontrair e pensar…

Nota:

5 thoughts on “Little Miss Sunshine – Mas que família…

  1. xico diz:

    nheeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee nheeeee nnheeeeeeeeee nheeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
    (a buzina :P)

  2. Hugors diz:

    Adorei o filme! Genial…

  3. Vanderfilmb diz:

    Simplesmente o melhor filme do ano de 2006.Divertido,inteligente,emocionante e vibrante.nota 10, e olha q eu sou um cinéfilo ruim de dar nota dez…

  4. […] de todas as atrocidades se mantém junta e unida, gozando até com os seus próprios problemas (Little Miss Sunshine? Alguém?). E ainda um desfile de muitas das personagens que nos alegraram os serões em frente à […]

  5. dani diz:

    descubrir o nome em portuques

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