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O Pão Nosso de Cada Semana – Homeland

Homeland

Nos últimos tempos – meses ou até mesmo anos – a minha paixão de cinema tem-se virado para a televisão. Continuo a adorar ver filmes, e vejo bastantes embora não tantos quanto gostaria, mas as séries televisivas têm atingido um patamar de qualidade tal que acabam por gerar em mim um certo sentimento de dependência. Não falo de séries que apenas valem pelos cinco minutos finais de cada episódio, nem de séries que sobrevivem há anos e anos a fio recorrendo às conhecidas fórmulas de sucesso. Falo de séries que criam uma história tão envolvente, tão cativante e tão dinâmica que ao fim do primeiro episódio ficamos agarrados “até que a machadada nos separe“.

Exemplo disto é a mais recente série da Showtime, protagonizada por Claire Danes, Morena Baccarin e Damian Lewis, criada pelos mesmos que nos trouxeram 24, Howard Gordon, Alex Sansa e Chip JohanssonHomeland.

Homeland é um thriller de espionagem moderno sobre um soldado que é resgatado no Iraque e volta para a sua terra natal como herói nacional. À sua espera tem uma bela esposa, dois filhos e o melhor amigo. Passados oito anos da sua captura por rebeldes iraquianos, o seu regresso não são apenas rosas: a sua mulher estava envolvida com o melhor amigo, a sua filha tem problemas com autoridade da mãe, a sua mente ainda vive atormentada pelas vivências dos últimos oito anos, mas acima de tudo tem uma agente da CIA que não vai na história do soldado que resistiu a oito anos de tortura e violência psicológica.

Assim, desde o momento em que a personagem de Damien Lewis põe os pés em solo americano, começa a caça por parte da agente Carrie (Claire Danes). O que fica por perceber é  se existe “fuga” por parte do caçado. Desde o primeiro momento que somos confrontados com a dúvida sobre a sua inocência ou segundas intenções e essas dúvidas são constantemente alimentadas, seja para um lado ou para o outro.

Homeland tem uma história praticamente diferente de tudo que já tive oportunidade de ver. Já vi séries, como The Unit, que tocam no tema do soldado “virado” muito ao de leve e apenas em alguns episódios específicos, mas nunca uma série que se dedicasse a ele. Mas não é só isso que a torna grandiosa. As interpretações são majestosas, e podemos ainda contar com a mestria de Mandy Patinkin, o guião é escrito com tanto cuidado que chega a irritar não conseguir descortinar nada e somos lentamente assediados com pistas que não levam a lado nenhum, mas causa aquela comichão característica do “vício televisivo”.

Por tudo isto, concordo com a tabela televisiva do TvDependente que coloca Homeland no lugar cimeiro das estreias desta temporada. Sou sincero ao ponto de confessar que, desse ranking, poucas vi, mas a qualidade de Homeland é tal que é suficiente para a colocar em primeiro lugar automaticamente. Não só recomendo como me vejo obrigado a querer obrigar-vos a ver!

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O Pão Nosso de Cada Semana – The Wire

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Durante este Verão, e dado o excesso de tempo de livre, tive oportunidade de experimentar algumas séries que me tinham sugerido. Naturalmente (e a julgar pela quantidade de sugestões e boas críticas) a que mais me marcou foi The Wire. Apesar de ser uma série que já teve o seu término há um ano, The Wire continua a ser uma série de referência no género policial e não só, dada a sua qualidade a todos os níveis: interpretação, guião, realização…

Vemos constantemente séries que chegam a ter 7, 8, 10 ou até mesmo mais temporadas, mas é por aí que se mede o potencial de uma série? The Wire teve “apenas” cinco temporadas mas conseguiu mais aplausos da crítica e do público do que a maioria das séries actuais. Originária da HBO (que outra poderia ser?) a série foca-se no dia-a-dia de um grupo de polícias, em Baltimore, na sua incessante busca por informações e consequentes detenções de alguns dos maiores criminosos da zona, fosse por causa de drogas, tráfico de pessoas ou interesses políticos.

Apesar de ser uma série sem aqueles tão desejados “cliffhangers“, The Wire faz com que nos colemos à história de tal forma que se torna impossível não ver mais uma episódio. E a seguir outro. Ali no meio há polícias corruptos, há traficantes com moral, jogos políticos, cidadãos exemplares e outros que é difícil de classificar. Enfim, uma amostra da realidade social de um dos locais urbanos mais inóspitos dos Estados Unidos. Dominic West (Detective McNulty ou Jimmy) é a peça central de uma unidade especial da polícia que faz escutas a criminosos; não é o típico polícia certinho, que joga pelas regras e que apenas cumpre ordens dos seus superiores Burrell (Frankie Faison) e Daniels (Lance Reddick). McNulty é uma alma solitária que luta pelo que acredita, seja bom ou mau para os que o rodeiam, incluindo a sua antiga amante e actual procuradora, o seu melhor amigo ou os seus colegas de trabalho. Quase sempre certo daquilo que faz, os seus comportamentos (não apenas os seus, porque em The Wire, ninguém é perfeito) nunca são inocentes e implicam sempre que alguém sofra com eles. Tudo isto para “apanhar” os maus da fita: o clã Barksdale. Há, nesta série, alguns dos pesos pesados que vemos recorrentemente nas séries actuais, há desconhecidos que saltaram para a fama e há muitos desconhecidos que continuaram desconhecidos apesar da sua enorme qualidade.

The Wire é uma série que tem de ser degustada. Não basta ver um episódio. Não basta verem-se dois episódios. É preciso deixar-se levar e envolver pelo enredo e acredito que ninguém ficará indiferente. Há ali um sentido de responsabilidade, de criatividade, de excelência que se revela a todo o instante. A dificuldade de The Wire “vencer” nos grandes palcos vem do facto de ser uma série tipo novela, sem objectivo próprio a cada episódio (pelo menos ao primeiro olhar), mas se me perguntassem se isso era diminuidor e impeditório de ser considerada uma das melhores séries de sempre, a minha resposta seria um redondo “Não!”. Por muitas séries que tenha visto, vejo ou verei, personagens como Omar Little, Clay Davis, Pryzbylewski, Bunk  e os inesquecíveis Bubbles e Brother Mouzone dificilmente terão equiparáveis.

A Escuta, em português, não é uma série que se veja com leviandade. É, sobretudo, uma história bem contada, sem clichés (embora talvez os tenha criado), sem tabus  e com muita audácia. Na minha opinião pessoal, The Wire é, sem dúvida, a melhor série que alguma vez vi, sobrepondo-se a The Sopranos ou Six Feet Under. Numa palavra, “obrigatória“.

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O regresso impõe-se por um dia: HOME

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Já não vinha aqui escrever o que quer que fosse há uns bons meses… infelizmente a vida académica tem-me ocupado bastante tempo, as minhas outras actividades pessoais estão cada vez mais avançadas e tenho projectos em mão que neste momento me impedem de escrever aqui. Ou melhor, não me impedem de escrever mas, dado que não vejo filmes ou séries na quantidade “exigida”, é praticamente impossível escrever aqui algo que utilidade tenha.

Mas, passada esta enfadonha introdução, vamos ao que realmente interessa: HOME – O Mundo é a Nossa Casa.

Não me alongar em considerações sobre o filme porque já são quase 5h da manhã, estou exausto, mas tinha obrigatoriamente de vos deixar esta recomendação em jeito de “ordem”: vejam HOME. Um documentário sobre os efeitos da actividade humana no nosso planeta. Filmado de cima mas que proporciona uma percepção com os pés bem assentes na terra (melhor dizendo – Terra).

Vejam, no YouTube, com áudio em português, com uma resolução bem decente. Caso pretendam, podem sempre ver num cinema Lusomundo ou comprar o DVD ou Blu-Ray numa loja Fnac.

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Vencedores do Globos de Ouro

A gala já foi e os prémios já foram todos atribuídos. Conclusões a tirar dos prémios?

  • Kate Winslet deve estar na melhor forma de sempre! Levou para casa Melhor Actriz Principal e Secundária
  • Danny Boyle está em grande com o seu Slumdog Millionaire a vencer Melhor Filme, Argumento e Banda Sonora Original e levou também a estatueta de melhor realizador.
  • Heath Ledger recebu o prémio póstumo de Melhor Actor Secundário, provando que os senhores que entregam os prémios não o fazem com tabus. 
  • O menino terrível de Hollywood, Colin Farrell voltou ao destaque com o prémio por Melhor Actor em Comédia.
  • Woody Allen parece estar de regresso e cheio de vitalidade, arrecadando Melhor Filme em Comédia com o seu Vicky Cristina Barcelona.
  • Wall-E confirma o favoritismo, sem surpresas.

Será que os Oscars vão pelo mesmo caminho e dão todo o protagonismo a Slumdog Millionaire? Será que Kate Winslet levará mais duas estatuetas douradas? E Heath Ledger? Perguntas a terem uma resposta em Fevereiro (certo? eu ando meio perdido…)

Quanto à televisão, este ano só posso comentar uma prémio: o de melhor actor. Gabriel Byrne vence com o seu desempenho em In Treatment e devo dizer que merece todo e qualquer prémio que lhe queriam dar. O homem é implacável na sua performance. Ahh e mais uma vez confirma-se que tenho mesmo de ver Mad Men e finalmente deitar o olho em 30 Rock. Já agora, aquela minisérie, John Adams, deve ser do catano!

(acho que estão demasiadas palavras a negrito…) A lista de vencedores completa e dos nomeados pode ser vista no site oficial

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Hoje, pela madrugada dentro…

… sou gajo de ficar à espera de The Office. Sim, a fabulosa série de humor protagonizada por Steve Carell, continua assim a  sua 4ª temporada.

Mal posso esperar. Vamos lá ver o que nos prepararam desta vez.