The Last King of Scotland

Na semana passada vi finalmente The Last King of Scotland, um filme baseado em factos e pessoas reais, durante a ascensão ao poder de Idi Amin no Uganda. Já há muito tempo que queria ver este filme, não só pelas excelentes críticas que eram tecidas e Forest Whitaker mas também pela história que me cativava bastante.

O resultado não foi propriamente o esperado, mas o filme de Kevin Macdonald merece todos os elogios que lhe são tecidos, embora a história, por vezes, não se mantenha coerente, isto é, ameaça algumas situações mais misteriosas mas não as concretiza de forma cativante. Não obstante, O Último Rei da Escócia é um filme bastante apetecível e principalmente muito bem interpretado.

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Nos anos 70, o Uganda estava mergulhada numa crise política devido ao aproveitamento político por parte dos governantes para enriquecerem, deixando a população à sua mercê. Com a ajuda dos ingleses, Idi Amin (Forest Whitaker) sobe ao poder. Embora com fortes convicções e ideais para melhorar o seu país, Amin sofre de alguma indecisão e o seu comportamento é algo infantil para uma pessoa no seu posto. Quando sofre um acidente de viação, conhece Nicholas Garrigan (James McAvoy), um médico escocês que quer fazer a diferença em África, tomando-o como seu protegido e mantendo-o a seu lado para o ajudar nas suas decisões estatais. Mas o comportamento perigoso de Amin, deixa Garrigan muito apreensivo e este tenta deixar o país. Mas não será assim tão simples pois Amin não está disposto a deixá-lo partir.

Mais do que um simples relato histórico de uma pessoa, The Last King of Scotland conta-nos a história de um povo oprimido e enganado. A brutalidade e realidade de algumas cenas, podem ser demasiado violentas para alguns espectadores mas todas elas servem o propósito que já tínhamos observado em Blood Diamond: dar a conhecer toda a hostilidade e violência a que o povo africano tem assistido e sofrido.

Fora este aspecto mais sentimental (chamem-lhe político se quiserem), temos o lado mais técnico. E nesse aspecto, o filme é exímio. Forest Whitaker merece totalmente o Oscar que recebeu; agarra a personagem e torna-se nela: dinâmico, sentido, vivo. Não é apenas mais um papel na sua carreira notável; é O papel! Por seu lado, McAvoy não fica atrás na sua entrega ao personagem. Num papel que se pode considerar principal, foi uma descoberta para mim. Não me lembro dele, apesar da carreira que já tem, mas é um nome que ficará registado.

Vale a pena ver The Last King of Scotland. Embora não seja um grande filme, vale e muito pelas interpretações.

Nota:

2 thoughts on “The Last King of Scotland

  1. P.R diz:

    Não concordo nada…

    Last King of Scotland foi das piores coisinhas que estreou cá este ano… “Lado mais técnico exímio”? Aquela realização e montagem são completamente amadoras…
    Mas lá está… opiniões meu caro Simão!

    Um abraço

    P.S – isto para não falar do argumento sensacionalista, arrogante e parcial

  2. Olá PR!
    Claro que as opiniões são pessoais e respeito a tua obviamente!

    Quando ao “nível técnico” acho que escolhi mal as palavras! Queria mesmo somente referir-me aos actores! Na realização não sou tão radical quanto tu, mas concordo em parte!
    O argumento… não concordo contigo! Aliás, penso realmente o contrário! Penso que poderia ser mais elaborado, mas pronto! Lá está… opiniões…

    Um abraço PR!

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